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10 principais causas de aborto espontâneo e como tratar

O aborto espontâneo pode ter diversas causas, podendo envolver alterações relacionadas com o sistema imunológico, idade da mulher, infecções causadas por vírus ou bactérias, estresse, uso de cigarro e também devido o uso de drogas.

O aborto espontâneo é quando a gestação chega ao fim antes das 22 semanas de gestação, e o feto morre, sem que a mulher tenha feito nada que pudesse controlar. A dor abdominal forte e o sangramento vaginal durante a gravidez são os principais sintomas de aborto espontâneo. Conheça outros sinais e sintomas e o que fazer em caso de suspeita de aborto.

10 principais causas de aborto espontâneo e como tratar

Principais causas do aborto espontâneo

Indicamos a seguir as causas mais comuns de do aborto natural, uma situação que pode ocorrer em qualquer grávida, no início da gravidez:

1. Problemas no útero

A formação do útero da mulher é responsável por até 10% dos abortos que ocorrem de forma espontânea e dentro destas alterações, a mais comum é uma situação chamada insuficiência do Istmo-cervical. Outras possíveis causas relacionadas ao útero são quando a mulher possui útero bicorno, septado, arqueado, deformação no endométrio causada pela presença de pólipos ou miomas que dificultam a implantação do embrião no útero.

Como tratar: Em alguns casos pode ser preciso realizar uma cirurgia para melhorar a anatomia do útero, permitindo uma gravidez saudável até o nascimento do bebê.

2. Alterações hormonais

 A falta de progesterona é a causa mais comum de aborto causado por alteração hormonal, o que pode acontecer quando a mulher usa medicamentos hormonais sem orientação médico durante a gestação 

Como tratar: Nesse caso é recomendado que o ginecologista seja consultado para que seja indicado o uso de remédios que ajudem a regular a quantidade de progesterona na corrente sanguínea, sendo importante que o tratamento seja feito de acordo com a orientação médica para evitar que aconteça aborto em uma futura gestação.

3. Doenças na tireoide

As alterações da tireoide também podem favorecer a ocorrência de aborto, isso porque os hormônios produzidos pela tireoide coordenam vários processos metabólicos no organismo. Assim, quando há alterações na concentração de hormônios circulantes devido ao hipo ou hipertireoidismo, pode haver não só dificuldade para engravidar mas também maiores chances de aborto.

Como tratar: É importante que a alteração na tireoide seja identificada para que o endocrinologista possa indicar medicamentos que ajudem a regular os níveis de hormônios tireoidianos circulantes, diminuindo o risco de acontecer aborto e favorecendo o desenvolvimento normal da gravidez.

4. Síndrome dos ovários policísticos

As mulheres que possuem a síndrome do ovário policístico têm maior dificuldade para ovular e podem não ovular todos os meses, além de possuírem maior chance de ter um aborto espontâneo, já que a produção dos hormônios relacionados com a gravidez é prejudicada.

Como tratar: É importante que a mulher siga o tratamento indicado pelo médico para tratar a síndrome e evitar o aborto. Alguns estudos relatam que tomar metformina durante a gestação pode ser útil para evitar um novo aborto, mas sempre sob indicação do obstetra que está acompanhando a gestação. 

5. Alterações no cromossomo

Quando os cromossomos do pai e da mãe não ficam bem formados e dão origem a um embrião com alguma alteração cromossômica, o corpo da mulher pode rejeitar este embrião, levando ao aborto espontâneo. Neste caso, o pai e a mãe estão bem de saúde e não encontram nenhuma razão para a perda do bebê, mas esta causa representa 50% dos abortos espontâneos.

Como tratar: Se a mulher tiver mais de 2 abortos espontâneos, o casal deverá fazer exames para tentar identificar a causa desta repetição e fazer também um teste genético para saber mais sobre sua saúde. Neste caso o aconselhamento genético pode ser muito útil. 

6. Infeções causadas por vírus ou bactérias

Algumas doenças infecciosas, como clamídia, sífilis, micoplasma e toxoplasmose podem também favorecer a ocorrência de um aborto espontâneo durante a gestação.

Como tratar: É importante que sejam feitos exames para identificar qual o microrganismo responsável pela infecção para que possa ser iniciado o tratamento adequado, que normalmente envolve o uso de antibióticos, para combater a infecção e evitar o aborto.

7. Álcool, cigarro e café em excesso

O consumo exagerado de bebidas alcoólicas durante a gestação e a exposição à fumaça do cigarro e o consumo excessivo de alimentos ricos em cafeína como café, chá-preto e coca-cola também estão relacionados ao aumento de casos de aborto espontâneo. A quantidade ideal de cafeína que pode ser consumida na gestação não deve ser maior que 4 xícaras de café expresso por dia.

Como tratar: Nesse caso, para evitar o aborto espontâneo é importante evitar o consumo de grandes quantidades de café durante o dia, o consumo de bebidas alcoólicas e de cigarro.

8. Doença autoimune

Quando o pai possui alguma doença autoimune existe um maior risco de aborto, mesmo que o casal tenha uma boa saúde e esteja com todos os exames normais. Neste caso o corpo da mulher reage à presença do embrião com um ser estranho, que começa a ser atacado, levando ao aborto.

Como tratar: O tratamento pode ser feito com um tipo de vacina preparada especificamente para cada mulher, contendo partes do sangue do parceiro. A mulher recebe estas vacinas 2 ou 3 vezes e faz mais exames para saber se o seu corpo já não reage às células do homem e então fica apta para uma nova tentativa de gravidez. 

9. Uso de remédios

Tomar remédios sem orientação médica também pode causar aborto, por isso em caso de dores ou desconfortos deve informar o obstetra e não tomar remédios por conta própria, nem chás porque alguns são contraindicados. Conheça alguns remédios que podem causar aborto.

Como tratar: Não tomar remédios sem orientação médica, especialmente se está grávida ou tentando engravidar.

10. Baixo peso ou obesidade

Quando a mulher está muito abaixo do peso ou muito acima do peso também pode aumentar o risco de aborto porque o corpo pode entender que não está nas melhores condições para o bom desenvolvimento do bebê.

Como tratar: Nesses casos é importante que a mulher seja acompanhada por um nutricionista para saber como se alimentar corretamente para garantir o bom desenvolvimento fetal e evitar o aborto.

10 principais causas de aborto espontâneo e como tratar

O que fazer em caso de suspeita de aborto

No caso da mulher apresentar sinais e sintomas como dor abdominal intensa e perda de sangue pela vagina, especialmente após o contato íntimo, é recomendado ir ao médico para realizar exames como o ultrassom para verificar se o bebê e a placenta estão bem.

O médico poderá indicar que a mulher fique de repouso e evite o contato íntimo por 15 dias, mas também pode ser preciso tomar remédios analgésicos e antiespasmódicos para relaxar o útero e evitar as contrações que levam ao aborto.

Qual o tratamento para o aborto 

O tratamento varia conforme o tipo de aborto que a mulher sofreu, podendo ser:

Aborto completo

Ocorre quando o feto morre e é completamente eliminado do útero, neste caso não é necessário realizar nenhum tratamento específico. O médico poderá fazer uma ultrassonografia para verificar se o útero está limpo e aconselhar uma consulta com psicólogo quando a mulher encontra-se muito abalada. Quando a mulher já sofreu um aborto espontâneo anteriormente pode ser preciso fazer exames mais específicos para tentar encontrar a causa e evitar que isso aconteça novamente. 

Aborto incompleto

Ocorre quando o feto morre mas não é totalmente eliminado do útero, havendo restos fetais ou placentares dentro do útero da mulher, o médico pode indicar o uso de remédios como Cytotec para eliminação completa e a seguir poderá realizar uma curetagem ou aspiração manual ou com vácuo, para remover os restos de tecidos e limpar o útero da mulher, prevenindo infecções.

Quando há sinais de infeção uterina como odor fétido, corrimento vaginal, intensa dor abdominal, batimento cardíaco acelerado e febre, o que normalmente é causado por abortos provocados de forma clandestina, o médico pode prescrever antibióticos em forma de injeção e raspagem uterina. Nos casos mais graves pode ser necessário retirar o útero para salvar a vida a mulher.

Quando engravidar novamente

Após sofrer um aborto a mulher deve receber apoio psicológico profissional, da família e dos amigos para se recuperar emocionalmente do trauma causado pela perda do bebê. 

A mulher poderá voltar a tentar engravidar após 3 meses do aborto, esperando que a menstruação volte ao normal, tendo pelo menos 2 ciclos menstruais ou após este período quando se sentir novamente segura para tentar uma nova gravidez.

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