11 dicas para desfraldar o bebê mais facilmente

De acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria, o primeiro sinal de que é a hora certa de tirar a fralda é quando a criança começa a avisar que fez cocô ou xixi na fralda. Assim, a partir desse momento, os pais devem observar e anotar os hábitos da criança, principalmente o momento do dia que costuma fazer as necessidades, pois assim é possível iniciar o desfralde.

Até os dois anos de idade, a criança não consegue controlar os esfíncteres da bexiga ou do intestino, porém o desfralde pode começar a ser feito a partir de 1 ano e meio, com o desfralde diurno, que leva pelo menos 6 meses. Uma boa forma de iniciar o desfralde diurno consiste em tirar a fralda por algumas horas durante o dia, e aos poucos deixar a criança sem fralda durante todo o dia, observando os sinais de que o bebê quer fazer as necessidades e estimulando o uso do banheiro.

O desfralde deve ser feito com orientação do pediatra e, além disso, é importante que os pais sempre tenham paciência e entendam que cada criança tem seu tempo, seu ritmo e seus hábitos, devendo-se evitar comparações com outras crianças e incentivar sempre com explicações, conversas e elogios.

11 dicas para desfraldar o bebê mais facilmente

Algumas dicas para desfraldar o bebê são:

1. Tirar a fralda algumas horas por dia

Para iniciar o desfralde, é importante fazer gradualmente por pelo menos 6 meses, iniciando a partir de 1 ano e meio, conforme orientação do pediatra, retirando a fralda por algumas horas durante o dia, para que a criança se acostume aos poucos a não ter a fralda e para que os pais possam observar o comportamento da criança, entender os sinais de que a criança vai fazer as necessidades e estimular o uso do penico.

Aos poucos pode-se deixar a criança sem a fralda durante todo o dia, mas deve-se manter a fralda noturna inicialmente.

2. Estimular o uso do penico

É importante estimular a criança a usar o penico ou o redutor de vaso sanitário, a partir dos dois anos de idade, conforme orientação do pediatra, deixando-a se acostumar com o dispositivo escolhido. No entanto, inicialmente, o ideal é usar o penico pois a criança se sente mais confortável e mais segura. 

Para estimular o uso do penico, deve-se sentar a criança no penico inicialmente com roupas mesmo e aos poucos sugerir que se sentem sem as roupas, para que a criança vá se familiarizando com o penico. É importante se certificar de que os pés da criança estejam apoiados no chão de forma que se sinta confortável. É importante também usar termos simples e positivos que ajudam a estimular a criança a começar a usar o penico. 

Além disso, o penico deve estar no banheiro, perto do vaso sanitário para estimular que a criança associe as necessidades ao ambiente do banheiro. Em alguns casos, os pais podem optar por usar o redutor de vaso sanitário, mas devem-se certificar de que a criança alcança o vaso sanitário, utilizando banquinho ou escadinha, e que se sinta segura e sem medo de cair no vaso. 

No caso da criança resistir ao uso do penico ou redutor do vaso sanitário ou não pegar o jeito de uso em algumas semanas, pode indicar que ainda não esteja pronta para o desfralde, sendo recomendado não forçar o uso e esperar alguns meses para tentar novamente.

3. Criar uma rotina

Para estimular o desfralde, deve-se criar uma rotina para ajudar nos bons hábitos, como sentar a criança no penico ou redutor de vaso sanitário por alguns minutos em intervalos regulares, como a cada 2 horas, ou no início da manhã, logo após a soneca, 15 a 30 minutos após as refeições ou antes de ir para a cama, e deixar a criança se levantar quando sentir vontade. 

Além disso, deve-se estimular e elogiar a criança por tentar usar o penico ou o vaso sanitário, e lembrá-la de que pode tentar mais tarde novamente.

Nos casos de sair de casa, como ir para a escolinha ou nos passeios que se vai fazer com a criança, deve-se levar e estimular a criança a usar o penico antes de sair de casa.

4.  Conversar com a criança

É importante conversar com a criança e explicar o que é o penico e o vaso sanitário e para que servem, mostrando como se usa e dando o exemplo, como fazer as necessidades no vaso sanitário na frente da criança, mostrar o papel higiênico e a descarga, para que a criança entenda e se sinta motivada a seguir o exemplo dos pais.

5. Elogiar a conquista

A cada vez que a criança utilizar o penico ou o vaso sanitário, seja por incentivo dos pais ou porque a criança sinalizou que queria usar, é importante elogiar a conquista e mostrar a felicidade dos pais para que a criança se sinta estimulada e motivada a repetir a utilização e a conquista.

6. Ter paciência

Durante o desfralde, algumas vezes a criança pode deixar escapar o xixi ou o cocô, sendo importante que os pais tenham paciência e persistência para ensinar e incentivar a criança a sinalizar que deseja fazer as necessidades ou usar o penico.

Além disso, o processo de desfralde da criança é demorado e deve-se seguir o ritmo da criança, sempre incentivando para que o bebê comece a aprender sem resistir e sem associar de forma negativa às últimas tentativas.

7. Não brigar com a criança

É importante nunca brigar ou xingar a criança, para não desencorajá-la e deixá-la com medo de tentar novamente. A pressão sobre a criança não a fará aprender mais rapidamente, pelo contrário, pode gerar traumas e atrasar o desfralde.

Nos casos em que o bebê faz todo o xixi ou cocô na cueca ou calcinha, deve-se falar calmamente com a criança, explicar que deve fazer xixi ou cocô no banheiro e trocar a cueca ou calcinha por uma nova, num tom de informação e não de bronca.

7. Vestir a criança com roupas leves

Para facilitar o desfralde, deve-se vestir a criança com roupas leves e fáceis para tirar, como shorts ou calças com elástico, facilitando a retirada quando a criança sinalizar que deseja fazer as necessidades.

8. Levar roupas extras

Na fase de desfralde, é normal que aconteçam "acidentes", em que a criança faz xixi ou cocô fora do lugar apropriado ou na própria roupa. Por isso, é importante sair com a criança, levando roupas extras para trocar, caso acidentes aconteçam.

Ao trocar a roupa da criança, deve-se deixá-la confortável e não chamar sua atenção para não gerar traumas.

9. Fazer o desfralde noturno

O desfralde noturno deve ser feito com a orientação do pediatra, sendo uma das últimas etapas do desfralde, em que geralmente é recomendado quando a criança já passou pelo desfralde diurno, e mostra alguns sinais de que já tem controle dos esfíncteres e está preparada para tirar a fralda noturna, como acordar normalmente com a fralda seca, pedir para ir ao banheiro durante o dia ou se sente incomodada de colocar a fralda à noite, por exemplo.

Durante o desfralde noturno, é importante conversar com a criança, explicar que não vai dormir de fralda, e incentivar a chamar os pais quando quiser ir ao banheiro à noite.

Além disso, algumas dicas que podem ajudar no desfralde noturno é levar a criança ao banheiro à noite antes de dormir, evitar dar líquidos em excesso para a criança antes de dormir ou acordar a criança de madrugada, pelo menos uma vez, e levá-la ao banheiro.

10. Usar lençóis impermeáveis

Para o desfralde tanto diurno quanto noturno, é importante ter lençóis impermeáveis, para evitar que o colchão, sofá ou tapetes, ou outras superfícies que o bebê utiliza fiquem sujos ou molhados caso aconteça algum “acidente”.

11. Entender que recaídas acontecem

Algumas vezes, durante o desfralde, é comum que a criança tenha recaídas e volte a usar fraldas, sendo importante que os pais não desanimem e incentivem a criança, entendendo que cada criança tem seu tempo e que pode não estar preparada nesse momento para o desfralde.

Se isso acontecer, deve-se esperar entre 4 a 6 semanas e voltar a tentar, mantendo sempre o sentimento de positivismo para que o bebê não se sinta castigado ou desmotivado.

Esta informação foi útil?

Bibliografia

  • SOCIEDADE BRASILEIRA DE PEDIATRIA (SBP) E SOCIEDADE BRASILEIRA DE UROLOGIA (SBU). Treinamento esfincteriano - Manual de Orientação. 2019. Disponível em: <https://portaldaurologia.org.br/medicos/wp-content/uploads/2020/01/Treinamento_Esfincteriano-1.pdf>. Acesso em 25 Out 2021
  • MOTA, Denise M.; BARROS, Aluisio J. D. Treinamento esfincteriano: métodos, expectativas dos pais e morbidades associadas. J Pediatr (Rio J). 84. 1; 9-17, 2008
  • MOTA, Denise M.; BARROS, Aluisio J. D. Treinamento esfincteriano precoce: prevalência, características materna da criança e fatores associados numa coorte de nascimentos. Rev. Bras. Saúde Matern. Infant. 8. 1; 103-111, 2008
  • MOTA, Denise Marques. Aquisição dos controles urinário e intestinal nas crianças da coorte de nascimentos de Pelotas de 2004. Tese de Doutorado de Pós-Graduação em Epidemiologia da Universidade Federal de Pelotas para obtenção do título de Doutor em Ciências, 2008. Universidade Federal de Pelotas.
  • DA FONSECA, Eliane Maria Garcez Oliveira. Desenvolvimento normal de 1 a 5 anos. Revista de Pediatria da Sociedade de Pediatria do Estado do Rio de Janeiro. 12. 1; 2011
  • SOCIEDADE DE PEDIATRIA DE SÃO PAULO. O Desfralde e a Higiene Natural. 2021. Disponível em: <https://www.spsp.org.br/2021/04/22/o-desfralde-e-a-higiene-natural/>. Acesso em 25 Out 2021
  • DE ARRUDA, D. F.; ASSIS, G. M. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ESTOMATERAPIA. Guia para um desfralde consciente. 2021. Disponível em: <https://sobest.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Guia_para_um_Desfralde_Consciente.pdf>. Acesso em 25 Out 2021
Mais sobre este assunto: