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Pectina: o que é, para que serve e como preparar em casa

A pectina é um tipo de fibra solúvel que pode ser encontrada naturalmente em frutas e verduras, como maçã, beterraba e frutas cítricas. Esse tipo de fibra dissolve-se facilmente em água, formando uma mistura de consistência viscosa no estômago que possui diversos benefícios, como hidratar as fezes, facilitando a sua eliminação, e melhorar a flora intestinal, atuando como um laxante natural.

O gel viscoso formado pelas pectinas tem consistência semelhante ao das geleias de frutas e, por isso, podem ser também utilizadas como ingredientes na produção de outros produtos, como iogurtes, sucos, pães e doces com o objetivo de melhorar a textura e fazer com que sejam mais cremosos.

Pectina: o que é, para que serve e como preparar em casa

Para que serve

A pectina tem diversos benefícios para a saúde e, por isso, pode ser útil para diversas situações, como:

  1. Aumentar o bolo fecal e hidratá-lo, facilitando o trânsito intestinal e podendo ser benéfico para combater tanto a prisão de ventre quanto a diarreia;
  2. Aumentar a sensação de saciedade, pois retarda o esvaziamento gástrico, diminuindo o apetite e favorecendo a perda de peso;
  3. Funcionar como alimento para as bactérias benéficas do intestino, já que atua como um prebiótico;
  4. Reduzir o colesterol e os triglicerídeos, por aumentar a excreção de gorduras nas fezes, já que as suas fibras diminuem a sua absorção no intestino;;
  5. Ajudar a controlar a glicemia, pois suas fibras diminuem a absorção de glicose a nível intestinal.

Além disso, como ajuda a melhorar a saúde intestinal, alguns estudos indicam que poderia ter benefícios no combate de doenças inflamatórias intestinais, incluindo o câncer de cólon. 

Alimentos ricos em pectina

As frutas mais ricas em pectina são maçã, laranja, tangerina, limão, groselha, amora e pêssego, enquanto os vegetais mais ricos são cenoura, tomate, batata, beterraba e ervilha.

Além destes, alguns produtos industrializados também possuem pectina em sua composição para melhorar sua textura, como iogurtes, geleias, bolos e tortas de frutas, massas, balas e confeitos açucarados, iogurtes, balas e molhos de tomate.

Pectina: o que é, para que serve e como preparar em casa

Como fazer pectina em casa

A pectina caseira pode ser usada para produzir geleias de frutas mais cremosas, e a forma mais fácil é produzir pectina a partir da maçã, como mostrado a seguir:

Colocar 10 maçãs verdes inteiras e lavadas, com casca e sementes, e colocar para cozinhar em 1,25 litros de água. Após o cozimento, as maçãs e o líquido devem ser colocados sobre uma peneira coberta com gaze, de forma que as maçãs cozidas consigam passar lentamente pela gaze. Essa filtragem deve ser feita durante toda a noite.

No dia seguinte, o líquido gelatinoso que passou pela peneira é a pectina da maçã, que pode ser congelada para usos futuros. em porções. A proporção utilizada deve ser de 150 mL de pectina para cada dois quilos de fruta.

Onde comprar

As pectinas podem ser encontradas na forma líquida ou em pó em lojas de nutrição e farmácias, podendo ser usada para receitas como bolos, biscoitos, iogurtes caseiros e geleias.

Possíveis efeitos secundários

O consumo de pectina é bastante seguro, no entanto, quando consumido em excesso, pode levar ao aumento da produção de gases e distensão abdominal em algumas pessoas.

Bibliografia >

  • REDONDO Luís. A fibra terapêutica. 2º. São Paulo: Byk Química, 63-67.
  • CLARE Adam et al. Effects of Dietary Fibre (Pectin) and/or Increased Protein (Casein or Pea) on Satiety, Body Weight, Adiposity and Caecal Fermentation in High Fat Diet-Induced Obese Rats. Plos one. 11. 5; 1-16, 2016
  • PINTO João. Nutracêuticos e alimentos funcionais. 1º. Portugal: LIDEL, 2014. 50-51.
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  • SYMPSON H et al. Review article: dietary fibre-microbiota interactions. Alimentary Pharmacology & Therapeutics. 42. 2; 158-179, 2015
  • ALMEIDA Elizângela et al. Synthesis and characterization of pectin derivative with antitumor property against Caco-2 colon cancer cells. Carbohydrate Polymers - Journal. 115. 139-145, 2015
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