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O que é refluxo vesicoureteral, como identificar e tratamento

Julho 2020

O refluxo vesicoureteral é uma alteração em que a urina que chega na bexiga retorna para o ureter, o que aumenta o risco de desenvolvimento de infecção urinária. Essa situação é normalmente identificada em crianças, sendo nesse caso considerada uma alteração congênita, e acontece devido à falha no mecanismo que impede o retorno da urina.

Assim, como a urina também carrega microrganismos presentes no trato urinário, é comum que a criança desenvolva os sinais e sintomas de infecção urinária, como dor ao urinar e febre, sendo importante que a criança realize exames de imagem que permitam avaliar o funcionamento do sistema urinário, sendo então possível concluir o diagnostico e iniciar o tratamento adequado.

O que é refluxo vesicoureteral, como identificar e tratamento

Por que acontece

O refluxo vesicoureteral acontece na maioria dos casos devido à falha no mecanismo que impede que a urina retorne após chegar à bexiga, o que acontece durante o desenvolvimento da criança ainda durante a gestação e, por isso, é considerada uma alteração congênita.

No entanto, essa situação também pode ser devido à genética, mau funcionamento da bexiga ou obstrução do fluxo urinário.

Como identificar

Essa alteração é normalmente identificada por meio da realização de exames de imagem como radiografia da bexiga e da uretra, que é chamada de de uretrocistografia miccional. Esse exame é solicitado pelo pediatra ou urologista quando são verificados sinais e sintomas de infecção urinária ou inflamação nos rins, que é chamada de pielonefrite. Isso porque em alguns casos o a urina pode retornar até o rim, resultado em infecção e inflamação.

De acordo com as características observadas no exame e nos sintomas apresentados pela pessoa, o médico pode classificar o refluxo vesicoureteral em graus, sendo eles:

  • Grau I, em que é verificado retorno da urina apenas até o ureter e, por isso, é considerado o grau mais leve;
  • Grau II, em que há retorno até o rim;
  • Grau III, em que há retorno até o rim e é verificada dilatação no órgão;
  • Grau IV, em que devido ao retorno maior ao rim e dilatação do órgão pode ser verificado sinais de perda de função;
  • Grau V, em que o retorno ao rim é muito maior, resultando em grande dilatação e alteração no ureter, sendo considerado o grau mais grave do refluxo vesicoureteral.

Assim, de acordo com o grau do refluxo, sinais e sintomas apresentados e idade da pessoa, o médico consegue indicar o melhor tipo de tratamento.

Como é feito o tratamento

O tratamento para o refluxo vesicoureteral deve ser feito de acordo com a recomendação do urologista ou pediatra e pode variar de acordo com o grau do refluxo. Assim, em refluxos de grau I a III é comum a indicação de uso de antibióticos, pois assim é possível diminuir os sintomas relacionados com a infecção bacteriana, promovendo a qualidade de vida da pessoa. Até porque quando ocorre em crianças com menos de 5 anos, a cura espontânea é frequente.

No entanto, no caso dos refluxos de grau IV e V é normalmente recomendada a realização de cirurgia com o objetivo de promover melhora do funcionamento do rim e diminuir o retorno da urina. Além disso, o tratamento cirúrgico pode também ser indicado para as pessoas que não tiveram boa resposta ao tratamento com antibióticos ou que tiveram infecções recorrentes.

É importante que as pessoas diagnosticadas com refluxo vesicoureteral sejam acompanhadas regularmente pelo médico, pois assim é possível monitorar a função do rim, promovendo o seu bom funcionamento.

Bibliografia >

  • TEIXEIRA, Camila B.; CANÇADO, Maria Aparecida P.; CARVALHAES, João Tomás A. Refluxo Vesicoureteral primário na infância: tratamento conservador versus intervenção cirúrgica. J Bras Nefrol. Vol 36. 1 ed; 10-17, 2014
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