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O que é rotura uterina, principais causas e como tratar

Agosto 2020

A rotura uterina, também conhecida como ruptura uterina, é uma complicação obstétrica grave em que há rompimento da musculatura do útero durante o último trimestre de gravidez ou no momento do parto, o que pode resultar em sangramentos excessivos e dor abdominal intensa, podendo colocar em risco a vida da mulher e do bebê.

Essa situação é mais comum de acontecer em mulheres que apresentam cicatrizes uterinas, seja devido a partos anteriores ou cirurgias ginecológicas, sendo importante em todos os casos que a gestação seja acompanhada pelo obstetra para que possam ser prevenidas complicações.

O que é rotura uterina, principais causas e como tratar

Principais causas

A rotura uterina é uma situação que acontece com maior facilidade em mulheres que possuem cicatrizes uterinas, o que pode ser devido a partos vaginais anteriores ou realização de cesárea, por exemplo. Outras situações que aumentam o risco de acontecer a rutura são:

  • Realização de curetagem uterina;
  • Alterações no útero;
  • Consumo de drogas ilícitas, como cocaína;
  • Erro durante a execução ou realização indevida da manobra de Kristeller;
  • Ferimentos na região abdominal;
  • Administração de quantidade inadequada de ocitocina ou outro uterotônico durante o processo do parto;
  • Erro durante o processo de indução do parto;
  • Endometriose.

Além disso, a rutura uterina pode acontecer também como consequência da placenta acreta, que é uma situação em que a placenta está fixada de maneira incorreta, de forma que não sai tão facilmente na hora do parto. Entenda o que é a placenta acreta e como identificar.

Como identificar a rotura uterina

A rotura uterina é identificada através de sinais e sintomas que podem surgir durante o último trimestre de gravidez ou no momento do parto e podem estar relacionados com a mulher ou com o bebê.

No caso da mulher, os sinais que podem ser indicativos de rutura uterina são dor abdominal, sangramento vaginal excessivo e de cor vermelho vivo e sintomas de choque hipovolêmico, que é uma situação que surge como consequência da perda de grande quantidade de sangue e que leva ao aparecimento de alguns sintomas como pele pálida e fria, confusão mental e dedos e lábios roxos. Saiba como identificar o choque hipovolêmico.

Além disso, pode ser verificado alteração nos batimentos cardíacos, diminuição da pressão arterial e parada das contrações após dor abdominal forte. Como consequência desses sintomas e da rotura uterina, o bebê também pode ter alguma alteração, sendo identificado principalmente diminuição rápida dos batimentos cardíacos.

Como deve ser o tratamento

O tratamento para a rutura uterina consiste na realização do parto e adoção de medidas que promovam a diminuição do sangramento, prevenindo complicações para a mãe e para o bebê. Em alguns casos, para parar o sangramento, pode ser indicado pelo médico a realização da histerectomia, que é um procedimento cirúrgico em que é feita a remoção do útero. Entenda o que é a histerectomia e o que fazer.

Além disso, pode ser também considerada a possibilidade de serem realizadas transfusões sanguíneas para repor o sangue perdido e, assim, promover o alívio dos sintomas e a melhora da mulher.

No caso do bebê, como a ruptura uterina pode promover a diminuição dos batimentos cardíacos, é comum que nessas situações o bebê seja encaminhado para a UTI neonatal para que seja monitorado e acompanhado, de modo a prevenir complicações.

Bibliografia >

  • LARREA, Nicole A.; METZ, Torri D. Pregnancy After Uterine Rupture. Obstetrics & Gynecology. Vol 131. 1 ed; 135-137, 2018
  • BERTHE, Yibrah; WALL, Lewis. Uterine Rupture in Resource-Poor Countries. Obstetrical & Gynecological Survey. Vol 69. 11 ed; 695-707, 2014
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