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6 sintomas de inflamação no ovário e principais causas

A inflamação no ovários, também conhecida como "ooforite" ou "ovarite", acontece quando um agente externo como bactérias e vírus começam a se multiplicar na região dos ovários. Em alguns casos, doenças autoimunes, como o lúpus, ou até mesmo a endometriose, também podem causar a inflamação do ovário, levando ao aparecimento de alguns sintomas, sendo os principais:

  1. Dor na parte inferior da barriga;
  2. Dor ao urinar ou durante o contato íntimo;
  3. Sangramento vaginal fora do período menstrual;
  4. Febre constante acima de 37,5º C;
  5. Enjoos e vômitos;
  6. Dificuldade para engravidar.

Como consequência desta inflamação, está a alteração no ciclo menstrual e a irregularidade na formação de hormônios que lá são produzidos.

No entanto, como esses sintomas são comuns a outras doenças como endometriose, inflamação nas trompas, e frequentemente é confundido com inflamação no útero, é importante consultar o ginecologista para identificar a causa correta e iniciar o tratamento mais adequado. Confira os sintomas mais frequentes de inflamação no útero. 

6 sintomas de inflamação no ovário e principais causas

Principais causas da inflamação

A inflamação no ovário tem três principais causas diferentes, e por isso são classificadas em, inflamação autoimune, crônica porque acontecem repetidas vezes, e inflamação aguda, que pode ter causa bacteriana ou viral. Assim, as três principais causas de inflamação no ovário são:

  • Inflamação autoimune: pode acontecer devido a uma doença autoimune que normalmente é o lúpus, e neste caso o próprio corpo ataca e tenta destruir as células do ovário. É o tipo mais grave e pode levar a infertilidade e até a cirurgia de retirada dos ovários.
  • Inflamação crônica: normalmente é relacionada à endometriose, que ocorre quando o tecido que reveste o útero internamente, cresce fora dele, causando inflamação dos ovários e outros órgãos da região. Nos casos mais graves, pode ser necessária a retirada dos ovários e até do útero.
  • Inflamação aguda: habitualmente se dá pela bactéria da clamídia ou da gonorreia, porém em alguns casos, pode aparecer após a infecção pelo vírus da caxumba.

Para o diagnóstico de inflamação no ovário e a diferenciação de sua classificação, são feitos exames laboratoriais e de imagens como o hemograma, hemossedimentação, ultrassonografia ou radiografia. Este exames também são usados para descartar possibilidades como gravidez ectópica, que é uma doença com quase os mesmos sintomas. Entenda como a gravidez ectópica acontece e como identificá-la

Tratamento da inflamação no ovário

O tratamento para a inflamação no ovário, independente de qual das três classificações seja, normalmente é feito com o uso de antibióticos como, amoxicilina ou azitromicina, e anti-inflamatórios hormonais como o dexametasona ou prednisolona, prescritos pelo ginecologista, durante cerca de 8 a 14 dias. 

Outros medicamentos como paracetamol e o metoclopramida, também podem ser receitados casos a pessoa apresente dor ou enjoo.

Entretanto, se a pessoa já se tratou outras vezes e a inflamação voltou, ou quando as trompas também estão inflamadas, pode ser necessária a internação para fazer uso de remédios que são injetados direto na veia. Já nos casos mais graves, o médico pode ainda indicar cirurgia para tratar o problema, o que pode incluir a retirada dos ovários.

Bibliografia >

  • ONCOLOGY LETTERS. Microbial infection, inflammation and epithelial ovarian cancer. 2017. Disponível em: <https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC5529868/>. Acesso em 10 Ago 2020
  • BMC. Prognostic value of systemic inflammatory markers in ovarian Cancer: a PRISMA-compliant meta-analysis and systematic review. 2018. Disponível em: <https://bmccancer.biomedcentral.com/articles/10.1186/s12885-018-4318-5>. Acesso em 10 Ago 2020
  • CDC. Pelvic Inflammatory Disease (PID). Disponível em: <https://www.cdc.gov/std/tg2015/pid.htm>. Acesso em 11 Ago 2020
  • MINISTÉRIO DA SAÚDE. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Atenção Integral às Pessoas com Infecções Sexualmente Transmissíveis. 2015. Disponível em: <http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/protocolo_clinico_diretrizes_terapeutica_atencao_integral_pessoas_infeccoes_sexualmente_transmissiveis.pdf>. Acesso em 13 Ago 2020
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