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Como é feito o tratamento para microcefalia

Quando a criança tem microcefalia, além de possuir um crânio de tamanho inferior à média, também é possível que apresente vários problemas de crescimento, incluindo atraso no desenvolvimento mental e alterações físicas, podendo precisar, por isso, de ajuda para fazer várias atividades diárias básicas, como comer, tomar banho ou andar.

Porém, estas consequências da doença não surgem em todos os casos e, algumas crianças podem se desenvolver normalmente e ter uma inteligência normal, dependendo gravidade da microcefalia. As crianças que são diagnosticadas ainda durante a gestação geralmente são as que têm maior grau de limitação, enquanto que as crianças que foram diagnosticadas com microcefalia após o nascimento tem maiores possibilidades de se desenvolverem de forma mais semelhante à média.

A microcefalia não tem cura, mas o tratamento quando corretamente orientado por um pediatra, que inclua sessões de fonoaudiologia, fisioterapia e terapia ocupacional, por exemplo, permite estimular seu crescimento e desenvolvimento o máximo possível, diminuindo o grau de dependência. Veja o que pode causar microcefalia e como é feito seu diagnóstico.

Entenda de forma simples o que é microcefalia e como cuidar de um beber com esse problema assistindo ao vídeo a seguir:

Opções de tratamento para microcefalia

O tratamento da microcefalia deve ser orientado por um pediatra e neurologista, porém é necessária a intervenção de vários outros profissionais como enfermeiros, fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais, que irão ajudar a criança a se desenvolver com o mínimo de limitações possíveis de forma a ter uma maior qualidade de vida.

O tratamento varia, então, de acordo com cada caso, especialmente de acordo com as limitações de cada criança. Ainda assim, as formas de tratamento mais utilizadas incluem:

1. Terapia da fala

Para melhorar a capacidade para falar a criança deve ter acompanhamento de um fonoaudiólogo pelo menos 3 vezes por semana.

Além disso, os pais devem cantar com a criança pequenas músicas e falar com ela olhando nos olhos durante todo o dia, mesmo que ela não responda ao estímulo. Também deve-se usar gestos para facilitar o entendimento do que está dizendo e captar melhor a atenção da criança. Confira outras brincadeiras que podem ser feitas para estimular a fala.

2. Sessões de fisioterapia

Para melhorar o desenvolvimento motor, aumentar o equilíbrio e evitar atrofia dos músculos e os espasmos musculares é importante fazer o máximo de sessões de fisioterapia possível, pelo menos 3 vezes por semana, realizando exercícios simples com bola de Pilates, alongamentos, sessões de psicomotricidade e hidroterapia podem ser úteis.

A fisioterapia é indicada porque pode ter resultados no desenvolvimento físico da criança, mas também porque ajuda no desenvolvimento mental.

3. Terapia ocupacional

No caso de crianças mais velhas e com o objetivo de aumentar a autonomia pode ainda ser indicado pelo médico a participação em sessões de terapia ocupacional, nas quais se pode treinar as atividades diárias, como escovar os dentes ou comer, com o uso de aparelhos especiais, por exemplo.

Para melhorar a capacidade de socialização deve-se também avaliar a possibilidade de manter a criança em uma escola normal para que possa interagir com outras crianças que não possuem microcefalia, podendo participar de jogos e brincadeiras que promovem a interação social. No entanto, se houver atraso no desenvolvimento mental, a criança provavelmente não irá aprender a ler ou escrever, embora possa ir para a escola para ter contato com outras crianças.

Em casa, os pais devem estimular a criança o máximo possível, fazendo brincadeiras de frente para o espelho, estando do lado da criança e participar sempre que possível em reuniões de família e amigos para tentar manter o cérebro da criança sempre ativo.

Fisioterapia
Fisioterapia

4. Uso de remédios

A criança com microcefalia pode precisar tomar medicamentos indicados pelo médico segundo os sintomas que apresenta, como anticonvulsivante para reduzir as convulsões ou para tratar a hiperatividade, como Diazepam ou Ritalina, além de analgésicos, como Paracetamol, para diminuir a dor nos músculos, devido à tensão excessiva.

5. Injeções de Botox

As injeções de Botox podem ser indicadas no tratamento de algumas crianças com microcefalia, porque podem ajudar a diminuir a rigidez dos músculos e melhorar os reflexos naturais do corpo, facilitando as sessões de fisioterapia e os cuidados diários.

Geralmente as injeções de Botox são indicadas quando a criança fica sempre com os músculos intensamente contraídos, involuntariamente, o que dificulta coisas simples como dar banho ou trocar a fralda. O uso do botox é considerado seguro e praticamente não apresenta riscos para saúde, desde que seja utilizado na dose adequada e sempre sob indicação do médico.

6. Cirurgia na cabeça

Em alguns casos, pode-se realizar uma cirurgia sendo feito um corte na cabeça para permitir o crescimento do cérebro, reduzindo as sequelas da doença. Porém, esta cirurgia para ter resultado deve ser feita até aos 2 meses do bebê e não é indicada para todos os casos, somente quando podem existir muitos benefícios e poucos riscos associados.

Como é o bebê que nasce com microcefalia

O bebê que nasce com microcefalia precisa de acompanhamento médico frequente e normalmente precisa de cuidados especiais, sendo necessário um maior cuidado, atenção e dedicação dos pais e de toda família.

Dependendo do grau e do tipo de microcefalia que o bebê possui, mais graves serão as consequências da doença e as suas implicações na saúde. Assim, os bebês que nascem com uma cabeça muito menor do que devia tem maiores dificuldades e podem ser completamente dependente dos outros para sobreviver.

Bebê com microcefalia precisa de mais cuidados
Bebê com microcefalia precisa de mais cuidados

Já os bebês que tem uma cabeça pequena, mas com um tamanho mais próximo das outras crianças com a mesma idade, tem uma melhor qualidade de vida e apesar de poder haver atraso no desenvolvimento, a criança pode aprender a sentar sozinha, falar algumas palavras, demonstrar amor e carinho e até mesmo andar.

Alguns conseguem controlar o xixi e o cocô, mas muitas precisam usar fraldas adequadas à sua idade por toda a vida. Grande parte precisa de ajuda para caminhar porque precisam se apoiar em alguém para não perder o equilíbrio e também precisam de ajuda para tomar banho, porque tem dificuldade de cuidar da sua própria higiene sozinho.

Possíveis sequelas da microcefalia

Embora, a maioria das crianças com microcefalia tenham atraso metal, algumas mantêm a capacidade cognitiva sem grandes alterações, aprendendo a andar, escrever e ler, por exemplo.

No entanto, os danos da microcefalia não são iguais em todas as crianças e variam com as sequelas que apresentam, e por isso algumas crianças não conseguem comer sozinhas, nem tomar banho e, por isso, podem precisar de ajuda da família para fazer as tarefas cotidianas.

As meninas com microcefalia podem ter menstruação, e como todas as outras pessoas podem ficar doentes em algum momento da vida, necessitando de mais cuidados. A vacinação, normalmente, pode ocorrer normalmente mas depende da opinião do pediatra e das limitações que a doença causa.

Tempo de vida em caso de microcefalia

A expectativa de vida das crianças com microcefalia é semelhante à das outras crianças que não possuem a doença, mas vai depender de vários fatores que incluem a gravidade da doença, se existem outras síndromes associadas e da forma como a criança é acompanhada e tratada.

Dessa forma, as crianças que possuem somente microcefalia e que recebem todo o tratamento necessário sempre que apresentarem doenças como gripe, dengue, infecção urinária ou outras, e que são estimuladas a andar e a se alimentar sozinhas tem maiores chances de chegar à vida adulta, embora seja sempre necessário alguém por perto para cuidar delas e de sua segurança.

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